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Demonstração dos resultados por naturezas.

Período de 01-01-2018 a 30-06-2018.

 

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Em cumprimento das disposições legais e estatutárias submetemos à apreciação e aprovação de V. Exas. o Relatório e Contas de Gerência relativo ao exercício do ano de 2017.

Os dados quantitativos descritos ao longo do Relatório e Contas de Gerência são a expressão mais real do desempenho desta Instituição no cumprimento dos objetivos estatutários de que se encontra investida. Com efeito, e de uma forma geral, incumbe à Santa Casa da Misericórdia da Ericeira (SCME) a promoção e melhoria do bem-estar da população da Ericeira, em particular dos mais desfavorecidos, através do apoio desenvolvido no âmbito da Ação Social.

Num contexto de uma crescente exigência foram desenvolvidas um conjunto de ações visando:

  • Melhoria organizacional;
  • Maior agilidade operacional;
  • Melhoria da comunicação interna e externa;
  • Continuação da modernização tecnológica e administrativa da SCME.

O ano de 2017 permitiu consolidar a estratégia levada a cabo pela equipa dirigente, com o empenho de todos os colaboradores.

Foi um ano pautado pelo terceiro ano completo de exploração do Ericeira Domus – Residências Assistidas Francisco Lopes Franco e em simultâneo pela continuação da resposta ao aumento das solicitações por parte da população carenciada, com destaque para o apoio alimentar (refeições através da Cantina Social).

 

Ver anexos : 

SCM Ericeira – Relatório e Contas 2017-1

Parecer CF-2

Neste tempo tão especial, ponho-me a pensar como teria sido a primeira celebração natalícia desta Santa Casa, no ano de 1678!

Muita Paz? Muita alegria e festas? Toda a gente satisfeita com o estado geral do país? Uma esperança inconsciente num ano próximo cheio de ventura e prosperidade?

Não! Infelizmente, não. Pouca ou nenhuma alegria. Uma incerteza consciente num futuro que todos temem. O medo de andar nas ruas, o medo de nova invasão estrangeira, o ataque e a guerra generalizada nos nossos territórios ultramarinos, a certeza da doença e da morte nunca assistidas e a generalizada desconfiança num Céu cada vez mais longe.  Para mais, um desgoverno politico constante com um rei exilado, agora e por alguns anos, aqui perto, no Paço de Sintra, e a usurpação do trono e da mulher escolhida para rainha por um outro príncipe vertiginosamente talhado para o governo do reino.

Que fica então na memória da terra nesta recordação tão negra?

A  determinação.

A urgência de se disponibilizar para ajudar o próximo a todo o custo. O desejo de fazer o Bem numa terra infestada da mais violenta pobreza, estritamente resignada ao que o mar por vezes, lhe dava. Nas praias, onde o sol pouco aquecia, o perigo constante do mouro que tudo pilhava e qualquer raptava…

A sensibilidade e o supremo gosto de oferecer o pão a quem o pede e, sobretudo, a Fé na intercessão da Virgem Maria, senhora da Misericórdia que sempre acorre a quem Lhe pede.

339 anos depois, num ambiente certamente diferente mas igualmente atribulado queremos manter o propósito inicial, o projecto fundacional da Santa Casa da Misericórdia da Vila da Ericeira, sem qualquer alteração ou acréscimo: o Bem do nosso próximo!

Julgamos preencher assim o sonho de quem nos instituiu e repetir dele e com ele, a sua divisa de Cavaleiro Templário: –  “Non nobis Domine…”  Nada por nós Senhor! Tudo pela glória do Teu nome.

Com os votos sinceros de um Santo Natal

João Pedro da Silva Henriques Gil| Provedor